quinta-feira, 25 de abril de 2013

Promoção: torne-se comunista e ganhe uma excomunhão!


Promoção: torne-se comunista e ganhe uma excomunhão!

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Vez ou outra, recebemos o comentário de algum revoltadinho nos xingando por afirmamos que socialismo e cristianismo são incompatíveis. O último que recebemos foi esse aqui:
suzana_vieira_humilde“…que absurdo é esse de que católico não pode ser socialista? É lógico que Marx vai afastar o povo da religião! [notem: ela está sendo irônica, pois acha que Marx é inofensivo à fé] Esse fanatismo religioso e alienado que vc defende e que foi responsável por tanto derramamento de sangue no mundo, sobretudo na Europa. Analise bem as ações de Cristo dentro do contexto no qual ele viveu, a maneira como lidou com os pobres, e verá que ele é uma das figuras mais políticas e transgressoras que esse mundo já teve. Ele está mais próximo do socialismo do que a maioria daqueles que se dizem marxistas.
“Mas será que vc tem humildade e profundidade o suficiente para enxergar Cristo dessa forma? Aliás, humildade é o que faltam em suas palavras…”
- Leitora Humilde
Quem bom que existem pessoas como a Leitora Humilde, que tiram dos nossos olhos a venda do fanatismo e da arrogância. Como podemos ver, suas palavras exalam humildade. Tanto, que ela prefere dar crédito a uma interpretação pessoal da Bíbliasobre a figura de Jesus (mais uma catolicrente?) do que ao ensinamento dos Papas e dos santos, que jamais associaram o Senhor do Universo à filosofia diabólica do socialismo.
A Leitora Humilde nos incita a fazer uma análise “das ações de Cristo dentro do contexto no qual ele viveu, a maneira como lidou com os pobres”. Ok, proposta aceita. Fica pra outro post. Hoje, vamos nos restringir a explicar porque teimamos – fanáticos que somos – em alertar os católicos sobre o quanto é grave se associar ou dar apoio a atividades ou partidos fundamentados em ideias socialistas. Muitos vão achar que se trata de um motivo besta… É que NÃO QUEREMOS QUE NINGUÉM SEJA EXCOMUNGADO.
É isso mesmo: o católico que, mesmo tendo sido advertido sobre a doutrina da Igreja a este respeito, ainda assim se declara simpático ao comunismo ou, de alguma forma, colabora com atividades comunistas é AUTOMATICAMENTE EXCOMUNGADO(excomunhão latea sentientae). Cristãos que abraçam o comunismo cometem pecado de APOSTASIA, isto é, renegam a fé católica, e não podem receber os sacramentos. É isso que determina, com todas as letras, o “Decreto Contra o Comunismo” ordenado pelo Papa Pio XII e confirmado pelo Papa João XXIII.
Ser católico, entre muitas outras coisas, é dizer de coração “Creio na Santa Igreja Católica. E isso implica colocar o ensinamento da Igreja acima de nossas opiniões. Porém, mesmo diante da verdade anunciada pelos papas, alguns preferem continuar fazendo birra e batendo os pézinhos…
birra_excomungado
Então, vamos às palavras dos nossos Papas.
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Decretum Contra Communismum e sua confirmação
Decreto do Santo Ofício
28 de junho (1 de julho) de 1949
AAS 41 (1949) pág. 334
Decreto contra o comunismo
Perguntas e Respostas (confirmadas pelo Papa Pio XII, a 30 de junho):
1. Se é lícito inscrever-se no partido comunista ou prestar-lhe apoio.
Não: o comunismo, com efeito, é materialista e anti-cristão; e os chefes comunistas, incluso se às vezes por palavra professam não combater a religião, na realidade sem embargo, tanto na doutrina como na ação, se mostram hostis a Deus, à verdadeira religião e à Igreja de Cristo.
birra2. Se é lícito publicar, difundir ou ler livros, revistas, periódicos ou folhas* que defendem a doutrina e a ação dos comunistas, ou escrever neles.
Não: estão proibidos, com efeito, pelo próprio direito. (cf. CIC, can. 1399).
3. Se podem ser admitidos aos sacramentos aqueles fiéis que cumpriram consciente e livremente os atos mencionados nos números 1 e 2.
Não, segundo os princípios de caráter geral referentes à negação dos sacramentos aos que não têm a disposição requerida.
4. Se os fiéis que professam a doutrina materialista e anti-cristã dos comunistas, e sobretudo os que a defendem e a propagam, ipso facto, como apóstatas da fé católica, incorrem em excomunhão speciali modoreservada à Sé Apostólica.
Sim.
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Eleições de delegados que apoiem o comunismo
Resposta do Santo Ofício, 25 de março (4 de abril) de 1959
AAS 51 (1959) pág. 271-272
Pergunta:
Se é lícito aos cidadãos católicos, na eleição dos representantes do povo, dar o voto àqueles partidos ou candidatos que, ainda que não professem princípios contrários à doutrina católica, e se atribuem inclusive o nome cristão, de fato sem embargo se associam aos comunistas e os favorecem com seu modo de atuar.
Resposta (confirmada pelo Papa João XXIII, a 2 de abril):
Não, segundo a norma do Decreto do S. Ofício de 1 de julho de 1949, n.1.
Fontes:
Decreto no texto original, em latim – Site do Vaticano. AAS 41 (1949) e AAS 51 (1959)
Texto traduzido para o português – Blog Quo Vadis?
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Comentário (Paulo Ricardo de volta):
É muito comum as pessoas em aqui Pindorama não levarem em consideração o partido político em que estão votando, observando na sua frente apenas o candidato. Já fizemos até um Catecast inteiro sobre esse assunto. Já dissemos aqui, em outras oportunidades, que CATÓLICO QUE VOTA EM COMUNISTA TÁ EXCOMUNGADO (quando conhece o ensinamento da Igreja sobre isso e ainda assim se recusa a aceitá-lo). Só que, parece, muitos católicos brasileiros vivem em um permanente surto psicótico.
birra_votoNa verdade, tudo por aqui parece ser uma questão de opinião. Só que o “Decreto Contra o Comunismo” não é mera opinião. É A DETERMINAÇÃO DE UM SUCESSOR DE PEDRO, corfirmada por outro. E os papas que se seguiram – Paulo VI, João Paulo II e Bento XVI – mantiveram o conteúdo deste documento.
Se, ao tomar conhecimento desse decreto, um católico persiste em seu “sonho socialista”, o que acontece nesse caso? Ora, entra em cena a malandragem brasileira! Só pode! As pessoas acham que o voto secreto é secreto para Deus também. Ora, pipocas!
Aqui em Pindô (Brasil) não existe partidos de direita ou conservadores. A maioria da população, muito embora tenha usos e costumes conservadores, não possui representatividade no poder nenhuma.  O politicamente correto, associado à natural culpa cristã, construiu um monstro mental em que a defesa dos valores da grande maioria das pessoas é uma coisa retrógrada, ruim, feia, anti-humana. Desacostumados a pensar, os brasileiros acabam com vergonha dos seus próprios valores.
Para piorar, são poucos ainda que possuem noções básicas de matemática para concluir que um regime que, de acordo com estatísticas conservadoras, mata 60 milhões de pessoas em tempos de paz não pode ser uma coisa boa (sim, estou falando do comunismo – saiba mais no post “Católico socialista é igual a judeu nazista“). E a Leitora Humilde – e muito bem informada também, por sinal – ainda vem dizer que o nosso fanatismo religioso é que foi responsável “por tanto derramamento de sangue no mundo, sobretudo na Europa”.
Isso posto, resta ainda o que disse o Beato João Paulo II: os católicos brasileiros são cristãos no sentimento, não na fé. Quando li isso a primeira vez deu vontade de chorar por vergonha alheia. Nosso Papa, piedosamente, constatou que somos incapazes de pensar como católicos. Exemplo? O absurdo sincretismo de lavagens de escadas na Bahia, pagamento de promessas feitas a uma pai-de-santo numa Igreja e por aí vai. Sem contar as tendências “catolicrentes” e os “alminhas puras” farisaicas que se consideram a quintessência da pureza espiritual.
Ainda tem gente que vai querer argumentar contra o Decreto de Pio XII, claro, para salvar a própria rabeta. Como diz o Professor Olavo de Carvalho: “Você diz: caiu um prédio. E te respondem: ‘Não concordo! Não concordo com suas opiniões!’ Mas eu não dei nenhuma opinião, p**ra!”.
Esse é o nível de loucura em que nós vivemos. Deus, tenha piedade de nós!
Esta excomunhão é valida ainda hoje?
Se você citar a excomunhão automática afirmada no “Decreto Contra o Comunismo”, é quase certo que apareça alguém, sem qualquer base documental, dizendo que isso não vale mais. MENTIRA!
Quem esclarece isso muito bem é o Padre Paulo Ricardo, no vídeo “67 – A Resposta Católica: Ser comunista é motivo para excomunhão?“.
Ainda voltaremos a esse tema. Fiquem na paz de Deus e de Nosso Senhor Jesus Cristo.
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O povo “quadrado” que desce redondo


O povo “quadrado” que desce redondo

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desce redondoEm pleno século XXI, os católicos cometem a insanidade de afirmar valores que estão na contramão da mentalidade dominante, entre eles: oposição ao relativismo, castidade, condenação ao uso de células-tronco embrionárias e afirmação da família constituída por homem e mulher. Somos o que o mundo costuma classificar de “gente quadrada”.
Sinceramente, a incompreensão da sociedade em geral não é que mais me entristece – isso eu até entendo (não concordo, mas entendo). Afinal, em um passado não tão distante, eu também fazia parte do imenso coral dos críticos da Igreja Católica. E, conforme o perfil predominante dos sabichões, me opunha a tudo com muita assertividade, mesmo sem entender nada de catolicismo. E ficava me achandoooo!
Então, que os outros discordem do conteúdo da nossa fé sem nem ao menos conhecer as razões que a fundamentam é frustrante, mas nem é o maior problema. Bizarra é a noção de que a Igreja é uma instituição sórdida e danosa, uma das piores coisas que já apareceram na face da Terra.  O que mais me intriga é a unilateralidade ferrenha daqueles que não conseguem ver quase nada de bom como consequência da existência dos católicos no mundo.
Porém, se nossos detratores fossem um pouco mais honestos e menos fanáticos em seu anticlericalismo, entenderiam que a imagem hostil que pintam dos seguidores do catolicismo não bate com o seu admirável legado histórico. Afinal…
  • …como é que os padres, freis, monges e leigos católicos (gente de mente supostamente embotada) conseguiram contribuir de forma tão vigorosa, abundante e significativa nos mais diversos campos da Ciência, desde a Idade Média até a Idade Contemporânea?
  • …como é que uma gente tão retrógrada e alienada quanto dizem ser os católicos podem ter sido os criadores, financiadores e protetores das universidades e da sua autonomia?
  • …como a religião católica pode ser uma inimiga do progresso e da razão e, ao mesmo tempo, estar na raiz das nações mais democráticas e tecnologicamente avançadas do mundo?
  • …como uma Igreja tacanha pode investir recursos financeiros e humanos em prol da educação, da saúde e do bem-estar dos mais pobres mais do que qualquer outra instituição do mundo?
Os frutos da ação dos católicos no mundo são majoritariamente gloriosos, mas o mundo não os reconhece. É como uma cegueira coletiva, que impede de ver as coisas de modo simples e objetivo. Assim, a beleza das nossas obras e das nossas vitórias é encoberta pelos muros do cinismo e da ignorância.
Há mais de 2 mil anos a Igreja Católica educa o seu povo a olhar a realidade de forma atenta e livre dos esquemas impostos pelo poder e pela cultura vigentes. Assim,tem criado as condições para o surgimento de grandes personalidades que, ao longo dos séculos, revolucionam e incrementam de forma positiva a ciência e as relações sociais.
Portanto, se você se sentir incompreendido pelas pessoas ao seu redor, não se apoquente. Abra a Bíblia na carta de São Paulo aos Coríntios, e deleite-se por não ser o único quadrado e insano da paróquia:
A linguagem da cruz é loucura para os que se perdem, mas, para os que foram salvos, para nós, é uma força divina. Está escrito: Destruirei a sabedoria dos sábios, e anularei a prudência dos prudentes (Is 29,14). Onde está o sábio? Onde o erudito? Onde o argumentador deste mundo? Acaso não declarou Deus por loucura a sabedoria deste mundo?
Já que o mundo, com a sua sabedoria, não reconheceu a Deus na sabedoria divina, aprouve a Deus salvar os que crêem pela loucura de sua mensagem. (…)Pois a loucura de Deus é mais sábia do que os homens. (I Cor 1:18-20; 25)

ESPIRITISMO X CRISTIANISMO


Allan Kardec: jejum e mortificação não valem de nada

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A lábia de Allan Kardec e de seus adeptos seduz demais os brasileiros, inclusive muitos daqueles que frequentam as missas dominicais e não perdem uma procissão. É a religiosidade sentimentalista, em que há pouco espaço para a razão. “Falou bonito de Jesus, é de Deus, tá valendo!”. E qualquer jerimum azedo com a Bibra embaixo do sovaco ganha aura de mestre espiritual.
Em um post em que analisamos o absurdo da doutrina do karma, nossa leitora Ana Cris comentou:

“Mas o Evangelho Segundo o Espiritismo é baseado no Evangelho que vem de Cristo, certo? Não seria uma doutrina Cristã, portanto?”

Bem, a resposta está clara como água límpida, em uma carta de São Paulo à comunidade dos Gálatas:

Estou admirado de que tão depressa passeis daquele que vos chamou à graça de Cristo para um evangelho diferente. De fato, não há dois (evangelhos): há apenas pessoas que semeiam a confusão entre vós e querem perturbar o Evangelho de Cristo.
Mas, ainda que alguém – nós ou um anjo baixado do céu – vos anunciasse um evangelho diferente do que vos temos anunciado, que ele seja anátema. Repito aqui o que acabamos de dizer: se alguém pregar doutrina diferente da que recebestes, seja ele excomungado! (Gal 1, 6-9)

Precisa dizer mais alguma coisa, minha gente? Não há outro Evangelho, senão aquele pregado pelos Santos Apóstolos! O resto é lixo. LI-XO.
Quem lê “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, se tiver um mínimo de conhecimento sobre exegese e doutrina católica, se dá conta muito facilmente de que, de evangélico, ele não tem nada. Para enganar os desavisados, ele traz alguns conceitos cristãos genéricos, de aprovação geral – amar o próximo, fazer caridade etc. – e, no meio disso, empurra pela goela abaixo uma dose imensa de veneno anticatólico, de mentiras, distorções e heresias.
Vamos aqui destacar um exemplo dentre as muitas ideias anti-evangélicas divulgadas no mais famoso livro de Kardec: a questão do jejum e das mortificações. Vamos ver o que a bibra espírita diz sobre o tema (grifos nossos):

“…há mérito em procurar aflições, agravando suas provas com sofrimentos voluntários? A isso responderei muito claramente: sim, há um grande mérito quando os sofrimentos e as privações têm por objetivo o bem do próximo, pois isto é a caridade por meio do sacrifício. Não, quando visa apenas favorecer a si mesmo (…).
“Não enfraqueçais vosso corpo com privações inúteis e mortificações sem objetivo, pois tendes necessidade de todas as vossas forças para realizar vossa missão de trabalho na Terra. Torturar voluntariamente e martirizar vosso corpo é transgredir a Lei de Deus. (…)
“Se quiserdes um sacrifício, aplicai-o sobre vossa alma e não sobre vosso corpo; mortificai vosso Espírito e não vossa carne;…”

(O Ev. Seg. o Espiritismo, cap. 5, item 26)
Peraí, deixa ver se eu entendi, Seu Kardec: quer dizer que quando Jesus fez jejum durante 40 dias no deserto Ele estava transgredindo a Lei de Deus? E São João Batista, que só se alimentava de gafanhotos e mel silvestre, perdeu toda a sua vida com “privações inúteis e mortificações sem objetivo”? E todos os profetas e santos que se mortificaram e jejuaram… eles estavam errados?
Aham, Cláudia, senta lá!
Contrariando os ensinamentos de Cristo, Kardec nega o bem que a mortificação do corpo pode nos fazer:
  • quando expomos o nosso corpo a algum desconforto (mortificação) estamos “treinando” o nosso espírito para que este fique mais disposto a realizar as boas obras, mesmo aquelas mais penosas;
  • as práticas de jejum e mortificação podem trazer muitos méritos e graças espirituais para quem as realiza;
  • o jejum torna a oração mais poderosa e nos ajuda a ser mais capazes de combater toda espécie de mal, conforme nos ensinou Jesus: “Quanto a esta espécie de demônio, só se pode expulsar à força de oração e de jejum” (Mateus 17,20).
Por essas e outras, um católico que dá crédito à pregação de Allan Kardec – e a de Chico Xavier ou de qualquer outro que siga a sua cartilha cínica e anti-evangélica –cospe na vida de Cristo, cospe da vida dos santos e profetas que muito se mortificaram e jejuaram.
E aí, você fecha com o Evangelho pregado pelos Apóstolos, herança eterna da Igreja, ou prefere seguir um cara que chegou 18 séculos depois dizendo que a sua “bibra dos fantasminhas” é que era o Evangelho top de linha?

domingo, 21 de abril de 2013

O Pastor de Copacabana


O Pastor de Copacabana

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Oi, Povo Católico.
Na última quinta-feira, na Missa do Crisma, Papa Francisco, em mais uma grande homilia nos disse:
“O sacerdote que sai pouco de si mesmo, que unge pouco, perde o melhor do nosso povo, aquilo que é capaz de ativar a parte mais profunda do seu coração presbiteral. Quem não sai de si mesmo, em vez de ser mediador, torna-se pouco a pouco um intermediário, um gestor. Daqui deriva precisamente a insatisfação de alguns, em vez de serem pastores com o cheiro das ovelhas, pastores no meio do seu rebanho, e pescadores de homens.”
Monsenhor AbilioDiante destas palavras, peço licença a vocês para prestar uma última homenagem a um grande pastor.  Quero falar sobre Monsenhor Abílio Ferreira da Nova, meu pároco por mais de 30 anos, falecido ontem, vítima de câncer.
A idade já ia avançada…  como ele mesmo dizia: “era um velho padre”.  E era mesmo…  com toda a sabedoria e experiência que esse título sugere.
Foi um grande administrador: finalizou a construção da Paróquia de N. Sra. de Copacabana (um prédio de 11 andares), hoje, uma das mais movimentadas da América Latina.  Foi ecônomo da Arquidiocese por mais de uma década.  Fundou a Rádio Catedral, a maior rádio católica do Rio de Janeiro.
Um grande pároco: fundou 96 pastorais e atendeu com carinho e dedicação à uma comunidade na área mais populosa do Rio, com quase 700.000 habitantes!
E um grande… português:  ah sim… isso era algo que impactava principalmente quem não o conhecia.  Sorriso sincero, rispidez às vezes incompreensível e liturgia impecável, além de todas as manias que os ibéricos carregam consigo (eu que o diga… tenho um monte delas).
nossa senhora de copacabanaMas ele era grande mesmo como pastor.  Sabia do que seu rebanho precisava.
Certa vez, em procissão pela avenida principal (cujo nome é N. Sra. de Copacabana), olhava para o mar infindável de janelas e soube encontrar as histórias por trás dos vidros.  Dizia: “Dentro desses apartamentos, temos muitos idosos sozinhos, abandonados. Provavelmente passando fome e necessidade”.  Criou um verdadeiro exército para ir a cada apartamento de Copacabana, e todos os meses gastava mais de um milhão em cestas básicas e auxílio aluguel, para que essas pessoas não passassem fome nem fossem parar nas ruas.  Fazia o mesmo pelos que precisavam de remédios.
Criou também uma forma de vender roupas usadas, mas em perfeito estado.  Tudo muito barato. Questionado sobre o porquê de não serem gratuitas, respondeu que“não queremos dar roupas. Queremos dar dignidade. Se a pessoa paga, mesmo alguns centavos, ela conquista algo para si em vez de receber esmola”.
Era formado em duas faculdades, uma delas, Direito.  Isso foi fruto de um grupo de estudo que montou com jovens da paróquia que queriam estudar para o vestibular.  Levou tão a sério que fez a prova junto com eles, passou e, diante da insistência do grupo, fez toda a faculdade…
Monsenhor AbilioSua rispidez ibérica já evitou um suicídio. Ao perder a mãe, uma mulher desesperada se jogou na frente dos carros tentando se matar.  Ao ver a cena, Mons. Abílio desceu as escadas da paróquia e, sem a menor cerimônia, agarrou a mulher, deu-lhe duas bofetadas e ordenou que subisse e assistisse a Missa.  Isso já tem 20 anos e ela nunca mais deixou de segui-lo.  Ouvi a história da própria “vítima”.
Sem falar em um amigo meu que dormiu por mais de 24h, após receber uma bênção dele.  A coisa devia estar feia… Mas tem o efeito contrário também: uma mãe, que chegou desesperada à Igreja com seu filho sem pulso e sem respiração, viu a criança acordar e chorar logo após a imposição das mãos.
Muitas coisas pra lembrar… não vou esquecer de como ficava feliz ao gritar “Aleluia! Cristo Ressuscitou!”, enquanto aspergia o povo na Vigília Pascal…
Enfim, foram muitas histórias dentro de uma grande história.  Agora ele se foi para junto do Senhor.
E que Deus nos envie mais pastores assim… com cheiro de ovelhas.
Muito obrigado, Monsenhor.

Doutrina gay no Jardim de Infância


Doutrina gay no Jardim de Infância

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Nas redes sociais, tem sido muito compartilhado o vídeo de uma matéria da Rede Record (perdoem o palavrão, foi inevitável) sobre a distribuição de uma cartilha altamente pornográfica para os estudantes do IFRJ – Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (que não viu, confira aqui o vídeo).
A capa do material, voltado para os gays, traz essa chamada meiga:
cartilha_pornografica_gay
Muita gente ficou chocada com a notícia, afinal, o IFRJ possui alunos de até 13 anos. Mas pros ativistas gays, não há limite de idade para aliciar discípulos. Eles agora estão entendendo suas garras para as crianças da educação infantil.
Que tal obrigar crianças de 10 anos a fazerem uma “pesquisa” na internet sobre somo se faz sexo anal, sexo oral, sexo grupal e outras perguntas mais apropriadas pra candidatos a trabalhar na zona? Foi o que aconteceu no ano passado, em uma escola pública de Minas Gerais.
Achou que não podia ser pior? Errou. Nos Estados Unidos, boa parte das escolas já doutrina as crianças do jardim da infância de acordo com a ideologia gay. O vídeo a seguir é estarrecedor, e nos dá uma clara ideia da dimensão que tomou essa desgraça.
É angustiante ver, a um dado momento do vídeo, um homem dizendo às crianças que o fato dele ser gay lhe dá muito mais energia para ser um professor melhor, um profissional melhor e um amigo melhor. Pergunta que não quer calar: essas qualidades entram pelo rabo? Deixa ver se eu entendi: uma dada criatura é medíocre tanto nos aspectos profissionais quanto afetivos, aí ela enfia uma linguiça no brioco e se torna uma pessoa melhor? Ahnnnnn… tá.
(O vídeo está com legenda em espanhol, dá pra entender legal. Pra ajudar: o termo “kinder” significa jardim de infância)
Do ponto de vista legal, cada um tem o direito de fazer da sua vida sexual o que quiser. Mas ninguém tem o direito moral de impor a sua ideologia sexual às crianças, até mesmo contrariando e passando por cima dos valores da maioria das famílias.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

MAIORIDADE PENAL


8/04/2013
 às 5:55

Contardo Caligaris: Só há um argumento racional em favor da maioridade penal aos 18 anos. E não é bom!

O psicanalista Contardo Calligaris não é de direita.
O psicanalista Contardo Calligaris não é burro.
O psicanalista Contardo Calligaris não é reacionário.
O psicanalista Contardo Calligaris não é neoliberal.
O psicanalista Contardo Calligaris não é político.
O psicanalista Contardo Calligaris não gosta de masmorras.
O psicanalista Contardo Calligaris não quer fuzilar ninguém.
O psicanalista Contardo Calligaris, em suma, não integra a lista negra elaborada pela imprensa politicamente correta e moralmente fascistoide, que pretende interditar qualquer debate metendo um selo nas pessoas e nas ideias.
Contardo escreve hoje na Folhja um excelente artigo sobre a maioridade penal. Afirma:
“Por exemplo, sou a favor de baixar a maioridade penal, drasticamente, como acontece no Reino Unido, no Canadá, na Austrália, na Índia, nos Estados Unidos etc. — sendo que, na maioria desses lugares, o juiz tem a autonomia para decidir por qual crime um menor de 12 ou dez anos será, eventualmente, julgado como adulto.”
No dia 12 deste mês, escrevi aqui (em azul):
“(…) eu sou contra o estabelecimento de uma idade para a inimputabilidade; creio que se deve avaliar a consciência que o criminoso tem do seu ato (…)”
E tive de ouvir os ai-ai-ais e ui-ui-uis de uma gente que nem mesmo se ocupou de saber como as democracias mundo afora tratam essa questão. No primeiro texto que escrevi a respeito, citei justamente o caso da Inglaterra, lembrado por Contardo, e o tratamento dado por aquele país a dois indivíduos de 11 anos que sequestraram um bebê de dois num shopping, torturaram-no e depois o amarraram à linha do trem só para saber, disseram, como era corpo explodindo. No Brasil, com menos de 12 anos, nem mesmo ficariam internados na Fundação Casa.
Alguns tontos, que adoram simplificar o que os outros pensam porque assim podem se dispensar de pensar, imaginam que as críticas que faço a certo tipo de esquerda é principalmente conteudista — eu não gostaria do seu discurso em favor da justiça social. Que bobagem! A minha crítica se dirige principalmente à forma como essa gente interdita qualquer debate com uma mera etiqueta: “Isso é reacionário”. E pronto! A partir daí, parte-se para a desqualificação de “quem” fala e se ignora o “que” está sendo falado.
Seguem trechos do artigo de Contardo:
Na noite de terça-feira passada (dia 9), em São Paulo, Victor Hugo Deppman, estudante de 19 anos, foi assassinado. As câmeras mostram que ele entregou seu celular, e o assaltante o matou sem razão, com um tiro na cabeça.
O criminoso se entregou à polícia declarando que faltavam dois dias para ele completar 18 anos. Com isso, pelo ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), aos 20 anos e 11 meses no máximo, ele voltará a circular. A gente não pode nem deixar anotado o nome do assassino, para mantê-lo afastado de nossas vidas futuras: por ele ser menor, seu anonimato é preservado.
É assim que protegemos o futuro do criminoso, para que, uma vez regenerado pela mágica de três anos de internação (alguém acredita?), ele possa facilmente reintegrar a sociedade e ser um cidadão exemplar, nosso vizinho.
(…)
Por exemplo, sou a favor de baixar a maioridade penal, drasticamente, como acontece no Reino Unido, no Canadá, na Austrália, na Índia, nos Estados Unidos etc. — sendo que, na maioria desses lugares, o juiz tem a autonomia para decidir por qual crime um menor de 12 ou dez anos será, eventualmente, julgado como adulto.
(…)
3) Conheço só uma consideração racional a favor da maioridade penal aos 18 anos, e ela não é boa: o córtex pré-frontal (zona do cérebro que controla os impulsos) não está totalmente desenvolvido na infância e na adolescência.
Tudo bem, se aceitarmos essa consideração, deveríamos aumentar seriamente a maioridade penal, pois o córtex pré-frontal se desenvolve até os 25 anos ou além. Além disso, deveríamos julgar como menores todos os adultos impulsivos, que nunca desenvolveram um córtex pré-frontal “satisfatório”.
4) As outras “considerações racionais” (que deveriam prevalecer sobre o impacto das emoções) são apenas disfarces de emoções especificamente modernas que, à força de serem compartilhadas, se tornaram chavões ideológicos.
Três deles são corolários de nossa “infantolatria”, ou seja, da paixão narcisista que nos faz venerar crianças e jovens porque, graças a eles, esperamos continuar presentes no mundo depois de nossa morte.
Primeiro, queremos que as crianças nos apareçam como querubins felizes como nós nunca fomos e nunca seremos. Por isso, preferimos imaginar que os jovens sejam naturalmente bons. Quando eles forem maus, atribuímos a culpa à sociedade e a nós mesmos. Portanto, não podemos puni-los, mas devemos, isso sim, nos punir.
Tendo a pensar o contrário: as crianças podem ser simpáticas, mas são más (briguentas, possessivas, invejosas, mentirosas, ingratas etc.); às vezes, elas melhoram crescendo, ou seja, a cultura pode civilizá-las (ou piorá-las, claro).
Segundo, adoramos acreditar que sempre podemos mudar (para melhor, claro): apostamos que a liberdade do indivíduo permita qualquer reviravolta –até a salvação eterna pelo arrependimento na hora da morte. A possibilidade de os criminosos (ainda mais jovens) se redimirem confirma nossa crença querida.
(…)
Meus amigos, “Les Misérables” é lindo e comovedor, mas é um romance, ok? Na outra noite, no bairro do Belém, teria sido melhor que aparecesse Javert.
Por Reinaldo Azevedo

Ministro Joaquim, a expressão da nossa voz Por Pedro Luiz Rodrigues


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Ministro Joaquim, a expressão da nossa voz

Por Pedro Luiz Rodrigues

Uns e outros, umas e outras, tendo tido notícia dos vínculos da amizade - respeitosa e distante - que mantenho com o Ministro Joaquim Barbosa, hoje no exercício da Presidência do Supremo Tribunal Federal (STF), pedem-me que não deixe de lhe transmitir, o quanto antes, e com a efusividade possível, o grau de admiração que por ele nutrem, por ter a coragem de dizer o que todos nós, cidadãos e contribuintes, temos entalados no pensamento ou na garganta, atônitos diante de tanta coisa errada e de tanto malfeito neste nosso querido Brasil. Pedem-me, também, certamente cheios de querer bem, para transmitir ao Ministro Joaquim o estímulo para que continue a se indignar e a dizer o que diz, com ênfase e clareza, quando diante de maquinações maléficas dos graúdos. Mas sugerem também ao Ministro que ao combater o mal, faça-o de maneira menos agressiva.  Segundo esses e essas,  o Ministro estaria acertando no conteúdo, mas extrapolando na forma. A esses amigos e amigos, recordo o ditado latino pelo qual se guiava o ex-Ministro da Economia, Marcílio Marques Moreira, com quem tive o prazer de trabalhar em Washington e em Brasília: “suaviter im modo, fortiter in re”, algo como “suave na forma, forte no conteúdo”. Mas acontece que o Ministro Marcílio é o Ministro Marcílio, e o Ministro Joaquim é o Ministro Joaquim.

Não quero gerar confusão com este parágrafo enorme que abre meu artigo de hoje. Simplesmente quero dizer que cada um tem sua história, e cada um se expressa conforme seu enredo. Meu estilo pessoal é mais parecido com o do Marcílio, tanto assim que em mais de uma ocasião tomei de empréstimo seu bordão latino. Mas compreendo perfeitamente o Ministro Joaquim. Se de vez  em quando ele extrapola e se expressa com bronca pura, é porque sabe que em alguns casos os recatos da diplomacia são insuficientes para manifestar a indignação. É preciso, vez por outra, chutar o pau da barraca. Não estarão as pessoas de bem, a vasta maioria dos quase duzentos milhões de brasileiros e brasileiras, prestando especial atenção ao Ministro em parte porque, diante do mal-feito, ele se manifesta como nós todos gostaríamos de nos manifestar? A quem não o conhece de perto, asseguro que o Ministro Joaquim Barbosa é uma pessoa ótima, normal como nós todos, mas, advirto, tem estopim curto. A dor nas costas, ajuda a acentuar esse traço do temperamento. Mas quando sente que de fato ultrapassou os limites, como ocorreu recentemente em relação ao um repórter do Estadão, ele se penitencia, pede desculpas.

Não é à toa que quando o Ministro Joaquim circula por Brasília ou por qualquer outro canto do Brasil, as pessoas se acotovelem para chegar perto dele, para trocar uma palavrinha. Outro dia foi tanto o entusiasmo e o bem-querer que os que o acompanhavam para uma Aula Magna na UnB chegaram a temer pela integridade física do nosso Presidente do STF. Mas qual o quê! Saiu-se muito bem, falou com muitos, fez um excelente discurso e foi muitíssimo ovacionado.

Queria fazer um comentário sobre sua recente entrevista no Canal Brasil. Não são só os  muitos milhões de brasileiros de ascendência africana que o admiram, são os muitos milhões de brasileiros, de todas as raças, credos e religiões, que se associam com modo direto do Ministro Joaquim  na  procura de um Brasil não apenas mais justo, mas mais sério e melhor.