sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

CONFRATERNIZAÇAO DO PROG SALVE MARIA.

DOM FERNANDO  SABURIDO

APRESENTADORES DO PROGRAMA BOA NOITE DEUS, MARIO E JAILSOM.

JUNIOR, MESTRE MUSICO E TECNICO  DE SOM.

EQUIPE DE SERVIÇO NA CELEBRAÇAO.

O SANTO DO DIA.

São Rugero

Rugero nasceu entre 1060 e 1070, na célebre e antiga cidade italiana de Cane. O seu nome, de origem normanda, sugere que seja essa a sua origem. Além dessas poucas referências imprecisas, nada mais se sabe sobre sua vida na infância e juventude. Mas ele era respeitado, pelos habitantes da cidade, como um homem trabalhador, bom, caridoso e muito penitente. Quando o bispo de Cane morreu, os fiéis quiseram que Rugero ficasse no seu lugar de pastor. E foi o que aconteceu: aos trinta anos de idade, ele foi consagrado bispo de Cane.

No século II, essa cidade havia sido destruída pelo imperador Aníbal, quando expulsou o exército romano. Depois, ela retomou sua importância no período medieval, sendo até mesmo uma sede episcopal. No século XI, mais precisamente em 1083, por causa da rivalidade entre o conde de Cane e o duque de Puglia, localidade vizinha, a cidade ficou novamente em ruínas.

O bispo Rugero assumiu a direção da diocese dentro de um clima de prostração geral.

Assim, depois desse desastre, seu primeiro dever era tratar da sobrevivência da população abatida pelo flagelo das epidemias do pós-guerra. Ele transformou a sua sede numa hospedaria aberta dia e noite, para abrigar viajantes, peregrinos e as viúvas com seus órfãos. Possuindo o dom da cura, socorria a todos, incansável, andando por todos os cantos, descalço. Doava tudo o que fosse possível e a sua carruagem era usada apenas para transportar os doentes e as crianças.

Todavia esse século também foi um período conturbado para a história da Igreja. Com excessivo poder civil estava dividida entre religiosos corruptos e os que viviam em santidade. Rugero estava entre os que entendiam o episcopado como uma missão e não como uma posição de prestígio para ser usada em benefício próprio. Vivia para o seu rebanho, seguindo o ensinamento de são Paulo: "Tudo para todos".

Por tudo isso e por seus dons de conselho e sabedoria, no seu tempo foi estimado por dois papas: Pascoal II e Celásio II. Para ambos, executou missões delicadas e os aconselhou nas questões das rivalidades internas da Igreja, que tentava iniciar sua renovação.

Entrou rico de merecimentos no Reino de Deus, no dia 30 de dezembro de 1129, em Cane, onde foi sepultado na catedral. Considerado taumaturgo em vida, pelos prodígios que promovia com a força de suas orações, logo depois de sua morte os devotos divulgaram a sua santidade.

No século XVIII, a cidade de Cane praticamente já não existia. A população se transferira para outra mais próspera, Barleta. Mas eles já cultuavam o querido bispo Rugero como santo. Pediram a transferência das suas relíquias para a igreja de Santa Maria Maior, em Barleta. Depois, foi acolhido na sepultura definitiva na igreja do Mosteiro de Santo Estêvão, atual Santuário de São Rugero. Os devotos o veneram no dia de sua morte como o bispo de Cane e o padroeiro de Barleta. Em 1946, são Rugero foi canonizado pela Igreja.

POSSE DE JADER, .... AMIGO DO POVO?

Sponholz

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

pregador do papa fala sobre jesus.

Pregador do Papa: Leigo é protagonista no combate à secularização

Postado por Bacharel em teologia Jose Benedito Schumann Cunha


Nós somos contagiados por Cristo, apesar de muitos ruídos do mundo contemporâneo que não nos deixa ouvir e seguir Jesus. Precisamos ter a coragem de aceitar Jesus, o seu evangelho e ser anunciadores Dele na comunidade, no trabalho, na família e na sociedade. O cristão não pode ficar paralisado e nem omisso no mundo. Não podemos ficar mornos diante da proposta de Jesus. Não podemos ser cristão e ficar misturado com as coisas do mundo que nos afastam e nos deixam longe de Deus e dos irmãos e irmãs.
Segue a pregação: Pregador da Casa Pontifícia, Frei Raniero Cantalamessa, O.F.M. Cap., saúda o Papa Bento XVIO Papa Bento XVI e a Cúria Romana participaram nesta sexta-feira, 23, da quarta e última meditação ministrada pelo pregador da Casa Pontifícia, frei Raniero Cantalamessa, no itinerário de preparação para o Natal. O tema deste dia foi "Recomeçar do princípio". 'Prope est iam Dominus: venite, adoremus': O Senhor está próximo: vinde, adoremos", iniciou o pregador. Este último encontro finaliza a série de explanações feitas por Cantalamessa acerca das quatro grandes ondas evangelizadoras na Igreja Católica ao longo dos séculos, que se diferenciam não pelo conteúdo transmitido, mas sim pelos destinatários: os mundos greco-romano; bárbaro; o novo mundo, o continente americano. E quem é o novo destinatário que permite falar sobre uma quarta onda de evangelização, que está em curso nos dias de hoje? A resposta é: o mundo ocidental secularizado e, em alguns aspectos, pós-cristão. Essa preocupação já era abordada pelo Beato João Paulo II, mas é evidenciada particularmente no Pontificado de Bento XV(http://www.cancaonova.com/ ).I .
Da mesma forma que cada uma das ondas evangelizadoras precedentes tiveram suas próprias categorias de anunciadores - bispos, monges e frades, respectivamente -, também agora emerge uma nova categoria de protagonistas da evangelização: os leigos."Não se trata, evidentemente, do substituir-se de uma categoria pela outra, mas de um novo componente do Povo de Deus que se acrescenta aos outros, permanecendo sempre os bispos, com a cabeça - o Papa, os guias com autoridade e os responsáveis últimos pela atividade missionária da Igreja". Ainda que a essência do anúncio não mude, deve mudar o modo de apresentá-lo, as prioridades, os pontos dos quais partir na atividade de anunciar (http://www.cancaonova.com/ ).
"É preciso ajudar este homem a estabelecer um relacionamento com Jesus, fazer com ele aquilo que Pedro fez no dia de Pentecostes com as três mil pessoas presentes: falar-lhes de Jesus crucificado, a quem Deus ressuscitou. Aqueles que responderam ao anúncio se unirão, como naquela época, à comunidade dos crentes. Não se aceita Jesus com base na palavra da Igreja, mas se aceita a Igreja com base na palavra de Jesus", explica Cantalamessa. Ele indica que há um aliado neste esforço: o fracasso de todas as tentativas do mundo secularizado em substituir o kerygma - anúncio cristão - por outros "gritos" e "manifestos" (http://www.cancaonova.com/ ).
Para Cantalamessa, os leigos, de certa forma, são uma espécie de energia nuclear da Igreja sobre o plano espiritual. “Um leigo conquistado pelo Evangelho, vivendo junto aos outros, pode ‘contagiar’ outros dois. Este dois, outros quatro, e assim como os leigos cristãos podem não só ‘contagiar’ milhares de pessoas, também dentro do clero, milhares desses podem desenvolver um papel decisivo na difusão da luz benéfica do Evangelho no mundo”, salienta. Cantalamessa lembra que o Papa Bento XVI fala sempre sobre a importância da família diante desse protagonismo dos leigos. Para o Santo Padre, em meio a esse “eclipse de Deus”, a nova evangelização e as famílias cristãs são coisas inseparáveis (http://www.cancaonova.com/ ) .
E para quem pensa que falar de Cristo é falar de algo velho e ultrapassado, o pregador da Casa Pontifícia lembra que Jesus jamais será algo do passado, pois Ele vive ainda hoje no Espírito e na Igreja. “Se fossemos nós a nos fazermos contemporâneos a Cristo seria uma contemporaneidade somente intencional; se é Cristo que se faz nosso contemporâneo, esta é uma contemporaneidade real”, explica(http://www.cancaonova.com/ ) .
Um pensamento ortodoxo afirma “a história é uma memória alegre, que torna o passado mais presente do que quando foi vivido”. E, para Cantalamessa, esta frase não é um exagero. “Na celebração litúrgica da Missa, o evento da morte e ressurreição de Cristo se torna mais real para mim do que quando aconteceu para aqueles que assistiram de fato materialmente o evento, porque era então uma presença ‘segundo a carne’, agora se trata de uma presença ‘segundo o Espírito’ ”, elucida. Daqui a dois dias é Natal, e na Liturgia desta noite será proclamado: "Nasceu-vos hoje um Salvador, que é o Cristo-Senhor" (Lc 2,11.)“Sim, Cristo nasce hoje, porque Ele nasce realmente para mim no momento em que reconheço e creio no mistério. Façamos nossa a invocação feita pelo Santo Padre e repitamos com ele, de todo coração: ‘Veni ad salvandum nos' - Vem Senhor, e Salva-nos!", conclui frei Cantalamessa (http://www.cancaonova.com/ ).
O cristão é animado na Palavra de Deus e na participação da eucaristia que nos levam a uma vida nova que se traduz no compromisso de irmãos e irmãs para a transformação da realidade de morte para uma realidade de vida plena. Celebramos Jesus na vida e na missão. O mundo necessita de uma nova evangelização. A tecnologia não pode jamais esfriar a nossa fé. No natal, Deus vem até nós, por isso que devemos celebrar a bondade de Deus para conosco. Não podemos ficar correndo atrás do comercio sem esquecer do principal motivo da nossa festa que é Jesus, pois Ele nasce pobre com os braços abertos para dar o maior presente que é a sua vida para que todos tenham vida em abundância. Jesus é a luz do mundo que ilumina a todos. Amém
Jesus nasce para mostrar a todos que Deus nos ama. Não há mais escuridão, pois a luz brilhou na noite de natal para todos.

Bacharel em teologia José Benedito Schumann Cunha 23-12-2011

Carta aberta aos Protestantes ................... Autor: Fábio Morais

Carta aberta aos Protestantes
Autor: Fábio Morais
Fonte: Revista "Pergunte e Responderemos"

                Vós dizeis que a Igreja Católica apostatou, que o paganismo, como um tufão incontrolável, lhe penetrou todos os recantos, e, qual um carrasco impiedoso, não poupou nenhum dos seus membros. A acusação é grave, e exige provas indiscutíveis. E que provas, senhores, me podereis apresentar? Eu vos direi: alegareis o culto da Virgem Maria, o purgatório, a veneração das imagens e outras tantas doutrinas e práticas que o protestantismo, no seu ódio incontido à Igreja Romana, repudiou. Ora, desde quando o repúdio do protestantismo serve como prova de alguma coisa? Direis que a Bíblia se opõe a essas doutrinas e práticas. Mas quem o disse? O protestantismo? 
                 Então voltamos para o mesmo lugar, visto que não me serve o repúdio do vosso protestantismo, assim como não vos servem as afirmações do meu Catolicismo. É tudo uma questão de interpretação. Se disserdes, portanto, que tais coisas são contrárias às Escrituras, eu vos responderei que não são, e, se apontardes textos que, na vossa opinião, favorecem o que sustentais, vos direi que o vosso próprio entendimento vos traiu, e indicarei mil outras passagens a contrastar com o que pensais ser a verdade. Por vossa vez, certamente me acusareis de torcer miseravelmente a Palavra de Deus. O que restará, pois? Nada além de afirmações contra afirmações e interpretações contra interpretações. Tudo findará numa contenda inútil, dessas que embrutecem o espírito e ensoberbecem a inteligência, já tão inclinada à vaidade.
            Não, senhores! Devemos partir de um ponto que nos seja pacífico, de uma premissa que todos admitamos. Somente assim saberemos com quem está a verdade e onde reside o erro.
              Afirmais a paganização da Igreja, e eu não me incomodo em concedê-lo por um momento. A Igreja Católica apostatou? Seja. Ora, se veio a apostatar, é porque, de fato, não era ainda apóstata. Quem diz apostasia diz a passagem de uma realidade para outra diametralmente oposta. O ato de apostatar exige uma condição prévia inteiramente incompatível com a apostasia. Assim como uma barra de ferro só se poderá esquentar se estiver fria, e um pedaço de madeira só se poderá partir se estiver inteiro, e um homem só poderá morrer se estiver vivo, também a Igreja Católica só poderia apostatar se estivesse em algum momento livre de apostasia; só poderia paganizar-se se não estivesse paganizada ainda. Negareis o óbvio? Não o creio.
              Muito bem. Mas se um dia a Igreja não foi apóstata, se não era paganizada em algum momento da história, segue-se que foi um dia legítima, autêntica, verdadeira. Se era verdadeira, era, por conseguinte, a Igreja de Jesus Cristo, pois não havia outra. Temos, então, que essa Igreja que chamais apóstata, foi em alguma época a verdadeira Igreja, pura nas suas doutrinas e práticas. Negareis o óbvio? Não o creio.
              Mas afirmais que ela apostatou. Como? A verdadeira Igreja poderia alguma vez apostatar? É aqui, senhores, que a vossa afirmação desmorona, como um imenso castelo de areia firmado na flacidez do chão molhado da praia. Desde quando a Igreja poderia apostatar? Nunca! Jesus Cristo teria sido um mentiroso, um impostor, e mui justa seria a sentença condenatória exarada por Pôncio Pilatos e a acusação vinda da parte do Sinédrio. Mas isso ninguém jamais cogitou. Justo foi Pilatos? Justo o Sinédrio? Impossível!
                    As promessas neotestamentárias da assistência divina à Igreja, por outro lado, são muitas e claras.
              Ao dizer a Pedro do estabelecimento da Igreja, o Salvador garantiu que as portas do Inferno não prevaleceriam contra ela (cf. Mt. 16,18). Ora, se a Igreja depois disto apostatou, deixando de ser a verdadeira Igreja, segue-se que as portas do Inferno prevaleceram e Jesus foi um falso profeta. Em outra ocasião, pouco antes de ascender, o Senhor disse aos apóstolos que ficariam com eles "até a consumação dos séculos" (Mt. 28,20). Mas o que seria desta presença sempre continuada, se o paganismo depois invadisse a Igreja e a corrompesse até os seus fundamentos?
                  Sabendo da proximidade da sua ida para junto do Pai, Jesus falou do Espírito Santo: "Eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro Paráclito, para que fique eternamente convosco" (Jo. 14,16; ainda 14,26; 15,26). Mas onde, senhores, [estaria] a eficácia da atuação deste Paráclito se apostatasse a Igreja?
                 Ah, Galileu! Se a Igreja apostatou, não passaste de um traidor miserável, que nos ludibriou a todos! Prometeste que as portas do Inferno jamais prevaleceriam, mas a Igreja apostatou. Prometeste a tua assistência até o final dos séculos, mas a Igreja apostatou. Prometeste o Espírito da verdade para que ficasse eternamente, mas a Igreja apostatou.
              Ah! Serei ateu! Passarei para a irreligião! O Jesus em que acreditei mentiu para mim! Oh, judeus! Acolhei-me em vosso meio, abraçai-me em vossas sinagogas! O Messias não chegou! Jesus mentiu!
                   Bendito sejas, Caifás, por teres denunciado um falso Cristo! Barrabás, bendita a tua libertação. Judas! Judas! Por que tiraste a própria vida? Morreste por um farsante! Nero! Nero! A humanidade te será eternamente grata por teres usado da tua força para exterminar os seguidores de um embusteiro que se dizia Redentor.
                 Não soubesse eu, senhores, que a assistência divina é infalível e que tem, pelos séculos, preservado a Igreja de todas as heresias, e estes brados de revolta soariam os mais justos e louváveis. Mas sei que a Igreja, um dia edificada sobre a Rocha, jamais renegou os ensinamentos que recebeu, porque nela atua Aquele que é a própria Verdade, mesmo que assim não queiram as vossas incontáveis denominações, que, não tendo Deus Cristo por fundador, jazem impotentes ante um turbilhão de contradições doutrinárias.

RESPOSTA A UM ANTI CATOLICO.

    Prezado dr. DeVries,
              Li sua página na Internet e senti a necessidade de respondê-la. Eu era um Protestante evangélico (Batista) e converti-me ao Catolicismo; assim, dentro do espírito da caridade cristã, venho dizer-lhe que o senhor não possui real compreensão da Igreja Católica ou das doutrinas que esta ensina. Nenhuma das sete diferenças apontadas pelo senhor entre o Catolicismo e os "Cristãos da Bíblia" reflete os reais ensinamentos da Igreja Católica. O que o senhor atacou não é a Igreja Católica como ela realmente é, mas uma caricatura dela. Provarei isso citando as relevantes seções do Catecismo da Igreja Católica (CIC), que é um escrito de autoridade.
1. OS CATÓLICOS PREGAM UM EVANGELHO FALSO
O senhor escreveu que a Bíblia ensina que fomos salvos pela graça através da fé e não pelas obras, mas que o Catolicismo nega isso. Isso é falso. Conforme a Igreja Católica, "a justificação nos foi merecida pela paixão de Cristo, que se ofereceu na cruz como hóstia viva, santa e agradável a Deus, e cujo sangue se tornou instrumento de propiciação pelos pecados de toda a humanidade... Nossa justificação vem da graça de Deus... Esta vocação para a vida eterna é sobrenatural. Depende integralmente da iniciativa gratuita de Deus, pois apenas ele pode se revelar e dar-se a si mesmo... Ninguém pode merecer a graça primeira, na origem da conversão, do perdão e da justificação" (CIC 1992, 1998, 2010). O Concílio de Trento, reunido em resposta a Reforma Protestante, declarou o mesmo: "também se diz que somos salvos pela graça pois nenhuma das coisas que precedem à salvação, seja a fé ou sejam as obras, merece a graça da salvação porque se é graça, não provém das obras, ou como diz o Apóstolo, a graça não seria graça" (Decreto sobre a Justificação, de 13.01.1547, [cap. VIII]).
2. OS CATÓLICOS CRÊEM NA SALVAÇÃO ANTERIOR AO ARREPENDIMENTO
O senhor declara que a Bíblia está em "firme oposição à doutrina da regeneração pelo Batismo". Como, então, o senhor explica o fato de que esta doutrina é ensinada não apenas pela Igreja Católica, mas também pelas Igrejas Ortodoxas Orientais e também pela maioria das [Igrejas] Protestantes? Se a sua doutrina é conforme o Evangelho, como o senhor explica o fato de que ninguém acreditava nela antes da Reforma? Acaso o senhor já leu os escritos dos primeiros cristãos? Seus escritos, mais que quaisquer outros, convenceram-me que a Igreja primitiva era Católica, e não Protestante. Entre outras coisas, eles são bem enfáticos na crença de "um só Batismo para a remissão dos pecados" (Credo de Nicéia). Porém, esta doutrina não é tão má quanto o senhor pensa. No caso de adultos, o arrependimento é sempre necessário para que o seu Batismo seja lícito. E se algum pecador não-arrependido for ilicitamente batizado, a Igreja Católica ensina que ele não receberá os frutos do Batismo (regeneração e remissão dos pecados). Não há remissão [dos pecados] sem arrependimento, nem mesmo na Igreja Católica. "Não existe ninguém, por mau ou culpado que seja, que não deva esperar com segurança o seu perdão, desde que o seu arrependimento seja sincero" (CIC 982).
Posso perguntar o que o senhor pensa que acontece com as crianças que morrem antes de atingirem a idade da razão? Em minha igreja Batista era comum dizer que todas essas crianças seriam salvas porque Jesus disse que o Reino dos Céus a elas pertencia (cf. Mat. 19,14). Portanto, embora digamos que a fé e o arrependimento são necessários para os adultos, sentimos que Deus faz abre uma exceção no caso das crianças. A Igreja Católica (e quase todas as demais igrejas também) admitem essa mesma exceção; logo, não consigo compreender a base de sua objeção para essa prática. Lembre-se também que a Igreja Católica, bem como as Igrejas Ortodoxas Orientais e muitas Igrejas Protestantes, crêem que é possível perder a salvação [depois do Batismo]. Desta forma, se uma criança batizada cresce, se transforma num pecador e não se arrepende [dos seus pecados], certamente não será salvo. Deus não pode ser ridicularizado, nem pode ser "manipulado" para conceder a salvação para um pecador não-arrependido.
3. OS CATÓLICOS DEPRECIAM NOSSO SENHOR JESUS CRISTO
O senhor parece estar dizendo aqui que, em razão de existir "um só Deus e mediador entre Deus e os homens, o homem Cristo Jesus", ninguém mais poderia servir como mediador entre Deus e o homem, nem mesmo em sentido secundário. Assim sendo, permita-me formular esta questão: o senhor intercede a Deus em benefício de seus irmãos e irmãs? O senhor pede a estes para que intercedam pelo senhor? Em caso positivo, não estaria o senhor agindo como mediador entre eles e Deus? E não estariam eles agindo como mediadores entre o senhor e Deus? Obviamente que sim! A oração intercessória, na qual um cristão se põe perante Deus em benefício de outro(s), é a melhor definição de "mediador". Verifique bem os versículos imediatamente precedentes àquele que o senhor citou:"Exorto, pois, antes de tudo, que se façam súplicas, intercessões e ações de graças por todos os homens, pelos reis, e por todos os que exercem autoridade, para que tenhamos uma vida tranqüila e sossegada, em toda piedade e honestidade. Pois isto é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador, o qual deseja que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade" (1Tim. 2,1-4). Deus ordena que todos nós, cristãos, sejamos mediadores. Por quê? Porque "há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus homem" (1Tim. 2,5). Jesus é o único mediador da Nova Aliaça; assim, nossa mediação em benefício dos nossos irmãos e irmãs depende inteiramente da dele.
Ao dizer que "toda vez que a Missa é realizada, eles (=os católicos) cerimonialmente recrucificam nosso Salvador", o senhor cai num erro comum, mas elementar: este não é o ensinamento da Igreja Católica. Ao contrário, a Igreja ensina que "Cristo, nosso Deus e Senhor, ofereceu-se a si mesmo a Deus Pai uma vez por todas, morrendo como intercessor sobre o altar da cruz, a fim de realizar por eles (os homens) uma redenção eterna. Todavia, como a sua morte não devia pôr fim ao seu sacerdócio [Heb. 7,24.27], na Última Ceia, 'na noite em que foi entregue' [1Cor 11,13], quis deixar à Igreja, sua esposa muito amada, um sacrifício visível (como o reclama a natureza humana) em que seria re-presentado (feito presente) o sacrifício cruento que ia realizar-se uma vez por todas uma única vez na cruz, sacrifício este cuja memória haveria de perpetuar-se até ao fim dos séculos [1Cor 11,23]" (CIC 1366). Portanto, Cristo não é cerimonialmente recrucificado na Missa; Ele foi crucificado uma vez por todas no Calvário.
Também a sua charge de que realizamos um "canibalismo religioso" se volta contra o senhor, já que me encoraja a recordá-lo que no segundo século os pagãos fizeram essa mesma acusação contra a Igreja primitiva. Tertuliano e Minúcio Félix dedicaram muitas de suas obras para refutar essa charge do "canibalismo". Isto demonstra que a Igreja primitiva, possuindo a memória viva dos Apóstolos, também acreditava na transubstanciação, como poderia o senhor saber se lesse essas obras. Darei ao senhor um exemplo, livre de qualquer charge: assim escreveu Inácio de Antioquia: "Observem aqueles que têm opiniões heterodoxas sobre a graça de Jesus Cristo que veio até nós e notem como suas opiniões são contrárias à mentalidade de Deus... Eles se abstêm da Eucaristia e da oração porque não confessam que a Eucaristia é a carne de Nosso Salvador Jesus Cristo, carne esta que sofreu pelos nossos pecados e que, pela bondade do Pai, foi novamente erguida. Eles, que negam o dom de Deus, estão perecendo em suas próprias disputas" (Epístola aos Romanos; 110 dC). Inácio foi discípulo pessoal de João, o"discípulo que Jesus amava". Ele aprendeu sobre a Eucaristia diretamente da boca do homem que disse que Jesus afirmara "a minha carne é verdadeiramente comida e o meu sangue é verdadeiramente bebida" (Jo. 6,55). O senhor realmente acha que João (e os demais apóstolos) eram mestres incompetentes de maneira a não serem capazes de explicar algo tão simples quanto uma Ceia memorial simbólica? Talvez sim, porque a interpretação simbólica que o senhor advoga nunca foi ensinada a não ser mais de mil anos depois de Cristo (já que foi Berengério de Tours, falecido em 1088 dC, o primeiro cristão conhecido a defender tal entendimento).
4. OS CATÓLICOS IGUALAM O PAPA A DEUS
Esta afirmação certamente causaria grande surpresa ao Papa! A Igreja Católica ensina que ninguém é igual a Deus. Ao contrário, a Igreja ensina que "a fé cristã é diferente da fé em uma pessoa humana. É justo e bom entregar-se totalmente a Deus e crer absolutamente o que Ele diz. Seria vão e falso colocar tal fé em uma criatura" (CIC 150). Para declarar que o Papa não tem pecados, temo que o senhor tenha confundido "infalibilidade" (ausência de erro) com "impecabilidade" (ausência de pecado). O Papa é um pecador salvo pela graça, como o senhor e eu também somos. Certamente ele não é uma pessoa sem pecados, e a Igreja também não afirma isso. Com efeito, existiu um pequeno número de Papas (durante a Renascença) que estava tão ocupada com luxúria que mal tinham tempo a dedicar para a Igreja! Atualmente somos abençoados por ter um Papa muito bom e de moral irrepreensível, mas a teologia católica não garante que todo aquele que vem a ser eleito Papa também o seja.
Por outro lado, o conceito de infalibilidade não significa que tudo aquilo que o Papa diz seja Palavra de Deus. A maioria dos pronunciamentos dos Papas são tão falíveis quanto os seus e os meus. Contudo, a Igreja crê que quando o Papa, em sua capacidade oficial, faz uma declaração a respeito de fé ou moral, obrigando toda a Igreja, o Espírito Santo o previne de ensinar qualquer erro. Tais declarações, porém, são extremamente raras; a maioria dos Papas jamais fez esse tipo de declaração. Além disso, o Papa está atado ao ensino dos 2000 anos anteriores da Igreja (o que inclui o que está escrito na Bíblia); ele não pode ir em sentido contrário. Nenhum papa jamais contradisse a Palavra de Deus escrita. Jamais.
5. OS CATÓLICOS ADORAM ÍDOLOS
Isto é ridículo. Os católicos adoram o Deus Uno e Trino (Pai e Filho e Espírito Santo) e somente Ele. O senhor parece não conhecer a diferença entre "adoração" e "veneração". Os católicos veneram (guardam respeito) as imagens de Jesus, por exemplo, exatamente da mesma forma quanto uma pessoa patriota venera (guarda respeito) a bandeira de seu país. A bandeira é tão somente um pedaço de pano colorido, mas nós a veneramos por aquilo que ela representa. Do mesmo modo, uma imagem de Jesus é apenas gesso e tinta, mas nós a veneramos por causa Daquele a quem ela representa. Um católico não "adora" mais a imagem de Jesus do que um cidadão "adora" a bandeira de seu país.
6. A IGREJA CATÓLICA ESCRAVIZA E É HOMICIDA
O senhor disse: "A Igreja Católica sempre desencorajou seus membros de ler a Bíblia". De onde o senhor tirou essa idéia? Ao contrário, a Igreja Católica sempre encorajou a leitura da Bíblia:
  • S. João Crisóstomo (354-407 dC), doutor da Igreja, escreveu: "É isto que tem destruído todas as coisas: vocês pensarem que a leitura da Escritura é tarefa apenas para os monges, quando na verdade vocês precisam dela muito mais do que eles. Aqueles que se põem no mundo e diariamente são feridos têm mais necessidade da medicina. Assim, age bem pior aquele que não lê as Escrituras, supondo que são supérfluas. Tais coisas são invenção do diabo" (Homilia sobre Mat. 2,5).
  • Papa S. Gregório I (+604 dC), escreveu: "O Imperador dos Céus, o Senhor dos homens e dos anjos, enviou suas epístolas para vós, para que aproveiteis a vossa vida, mas vós negligenciais a lê-las devidamente. Estudai e meditai diariamente sobre as palavras do vosso Criador - eu vos imploro. Aprendei o coração de Deus nas palavras de Deus, para que possais aspirar as coisas eternas, para que vossas almas possam ser despertadas pelo desejo da alegria celestial" (Epístola V,46).
  • S. Bernardo de Clairvaux (1090-1153 dC), doutor e padre da Igreja, escreveu: "A pessoa que deseja muito a Deus estuda e medita sobre a Palavra inspirada, para conhecer o que ela diz. É assim que essa pessoa certamente encontra Aquele a quem deseja" (Comentário ao Cântico dos Cânticos, Sermão 23,3).
  • Papa S. Pio X (1903-1914 dC), escreveu: "Nada poderia nos alegrar mais do que ver nossos queridos filhos criarem o hábito de ler os Evangelhos, não apenas de tempos em tempos, mas diariamente".
Finalmente, o Catecismo da Igreja Católica declara: "A Igreja 'exorta com veemência e de modo peculiar todos os fiéis cristãos... a que, pela freqüente leitura das divinas Escrituras, aprendam «a eminente ciência de Jesus Cristo» [Fil. 3,8]. «Porquanto ignorar as Escrituras é ignorar Cristo»' [S. Jerônimo]" (CIC 133).
O senhor ainda escreveu: "Durante a Idade das Trevas, a Igreja Católica derramou o sangue de aproximadamente 68 milhões de Batistas, na tentativa de evitar que a Bíblia fosse posta nas mãos das pessoas comuns". De onde o senhor retira tais fatos? Primeiro, não havia Batistas na Idade das Trevas, já que a denominação Batista não existia antes de sua fundação em Amsterdã, em 1607. Como pode, então, o senhor alegar que a Igreja Católica assassinou 68 milhões (?!) de supostos Batistas? Que evidências teria o senhor para suportar tão selvagem acusação? O senhor acusou a Igreja Católica de genocídio e crimes contra a humanidade! Espero que, por amor a si mesmo, consiga o senhor provar tamanha calúnia, pois Deus certamente pedirá satisfações a respeito.
7. O CATOLICISMO NEGA A INSPIRAÇÃO E A AUTORIDADE DA BÍBLIA
Que dureza, hein! Eis o que a Igreja Católica realmente ensina sobre a "inspiração e autoridade da Escritura: "Os livros inspirados ensinam a verdade. 'Portanto, já que tudo o que os autores inspirados ou os hagiógrafos afirmam, deve ser tido como afirmado pelo Espírito Santo, deve-se professar que os livros da Escritura ensinam com certeza, fielmente e sem erro a verdade que Deus em vista da nossa salvação quis fosse consignada nas Sagradas Escrituras'" (CIC 107).
O senhor escreveu: "Em 300 dC, nossos antepassados Batistas decidiram viver nas cavernas ao invés de submeter suas igrejas a Roma". Com todo o respeito, senhor, sua compreensão de História da Igreja é pura fantasia. O primeiro Batista não viu a luz do dia até 1307 anos depois de 300 dC! Estou seguro de que o senhor não é capaz de mostrar a continuação histórica de sua denominação até os tempos de Cristo, simplesmente pelo fato de que não tem como fazê-lo. A igreja Batista só existia antes de 1607 na sua imaginação. Quem são estes supostos Batistas dos tempos primitivos? Quais eram os seus nomes? Onde estão os seus escritos? Por favor, não me diga que a Igreja Católica destruiu seus escritos e suprimiu toda memória deles (se isto fosse verdade, como o senhor ficou sabendo disso?). Os escritos dos antigos hereges (Arianos, Monofisitas, Nestorianos, Docetistas etc.) chegaram até nossos dias. Poderia o senhor afirmar que a Igreja Católica sumiu apenas com os escritos desses míticos Batistas primitivos e permitiu que os escritos de todos os outros hereges sobrevivessem até nós? Talvez seja este o pensamento desejado, mas é pura fantasia.
Finalmente, o senhor escreve: "Eu poderia escrever um livro inteiro explicando que o Catolicismo não é cristão". Eu aposto como o senhor realmente pode, mas tão somente porque os seus "fatos" não têm base na realidade. O que o senhor faz é criar um espantalho, uma caricatura da Igreja Católica, preenchido com doutrinas ridículas que a Igreja realmente não ensina. É lógico que esse seu espantalho não pode ser considerado cristão, da mesma forma como também não é o Catolicismo. Eu o convido, senhor, a aprender o que a Igreja Católica diz de suas próprias doutrinas e, então, tente o senhor provar que estas doutrinas não são realmente cristãs. Eu mesmo tentei fazê-lo e não consegui; essa é a razão porque abandonei o Protestantismo. Descobri que não apenas as doutrinas católicas estavam em harmonia com a Bíblia, como também essas doutrinas eram as mesmas da primitiva Igreja, como está evidenciado nos escritos das pessoas que pertenciam à Igreja primitiva.
Suponho que o senhor, de boa-fé, está tentando conduzir as pessoas àquilo que o senhor acha que é verdade; que Deus o abençoe para isso. Quanto a mim, fico pedindo a Deus para que Ele o conduza à Verdade plena do Cristianismo bíblico, a qual só pode ser encontrada na Igreja Católica. Que Deus o abençoe!

*Resposta ao Site "Estamos Sendo Conduzidos a Roma?" do dr. Ed DeVries.

PRESENTES E BOA VIDA PARA PRESIDIARIOS EM PE.

Veja que absurdo: governo banca festa em presídio
Policiais que faziam a guarda da Penitenciária Agroindustrial São João, em Itamaracá, abordaram um veículo gol que estava estacionado ao lado do prédio da unidade prisional. Dentro do carro encontraram quatro garrafas de uísque, oitenta e quatro latões de cachaça, noventa e cinco latas da mesma bebida e 37 latas de cerveja. As bebidas foram apreendidas e encaminhadas para a delegacia, segundo reportagem publicada hoje no JC.
De acordo com a polícia, as bebidas seriam levadas para dentro da antiga Penitenciária Agrícola de Itamaracá (Pai) para serem servidas em uma festa agendada para o próximo domingo, dia 1º de janeiro, durante a visita. A animação da festa deve ficar por conta de artistas como Mc Sheldon, Mc Marcinho, Conde do Brega, Augusto César e Andrea Carla.
Em entrevista dada ao Programa Cardinot Aqui na Clube, da TV Clube, o coronel Francisco Duarte, superintendente penitenciário da Secretaria de Ressocialização, disse que a festa está sendo realizada pela direção da penitenciária e faz parte das ações desenvolvidas neste período de final do ano como forma de compensar os detentos que este ano não terão direito ao induto.
A medida teria sido tomada porque alguns presos não estariam voltando para casa após a liberação para passar as festas natalinas ou de réveillon com a família. Além da festa, de acordo com o coronel, está sendo oferecida emissão de documentos e foi dado mais um dia de visita conjugal.