segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Partido de Oviedo denuncia atentado da máfia


Partido de Oviedo denuncia atentado da máfia

  • Porta-voz do Unace afirma que data da morte é aniversário de 24 anos da derrubada da ditadura no Paraguai e que morte é mensagem de organização criminosa
  • General participou na noite de sábado de um ato político em Concepción, a 440 km ao norte de Assunção
  • Causas do acidente estão sendo investigadas pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aéreos
O GLOBO
COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS
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Profissionais trabalham no resgate no local da queda do avião na região de Chaco
Foto: ABC/Roque Gonzalez / AP
Profissionais trabalham no resgate no local da queda do avião na região de Chaco ABC/Roque Gonzalez / AP
ASSUNÇÃO - O porta-voz do partido Unace, César Durand, disse neste domingo que o helicóptero em que viajava o general reformado Lino Oviedo não caiu por acidente, mas em consequência de um ataque da máfia. O corpo de Ovideo, de 69 anos, candidato à presidência do Paraguai, foi encontrado carbonizado, após a queda de um helicóptero na noite de sábado, na província de Chacoue.
- Muito pouca gente vai se animar a dizer isso, mas esta é uma mensagem da máfia. Quem era a pessoa que mais ameaçava a máfia? Justamente ele e acontece isso - disse Durand em entrevista a uma rádio local.
Como divulgou o jornal paraguaio ABC, o porta-voz do partido de Oviedo relacionou o incidente a um fato histórico:
- Hoje faz 24 anos que o general derrubou a ditadura. Esta é uma mensagem da máfia - afirmou ele se referindo à queda do ditador Alfredo Stroessner, quando o general foi um dos oficiais do Exército encarregados de prendê-lo.
O senador Jorde Oviedo Matto, também do partido Unace, descartou a tese de ayentado “por enquanto” e recordou que o líder do partido “morreu trabalhando, como gostava” e disse que Oviedo decidiu viajar de helicóptero à noite porque domingo cedo já tinha compromissos em Assunção.
O general participou na noite de sábado de um ato político em Concepción, a 440 km ao norte de Assunção. Segundo as autoridades, as causas do acidente estão sendo investigadas pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aéreos. A aeronave perdeu contato com a torre de controle poucas horas depois, por volta das 22h (locais). Dados iniciais apontam que o piloto teria desviado de uma tempestade.
General ficou exilado no Brasil
Acusado de ser mandante da morte do ex-vice-presidente Luis María Argaña, o general esteve exilado no Brasil entre 2000 e 2004. Ele foi preso duas vezes e chegou a ser condenado a 10 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.
Em 2008, o general foi inocentado no último processo que enfrentava na Justiça paraguaia, no qual era acusado de ter participado da chacina que matou oito jovens manifestantes em frente ao Congresso, em 1999. O massacre, conhecido como “março paraguaio”, foi um dos episódios mais marcantes da história do país. Além dos oito mortos, centenas de outros manifestantes que protestavam contra o assassinato do então vice-presidente Luis María Argaña ficaram feridos após serem atingidos por franco-atiradores.
Em 1996, Oviedo foi acusado de insurreição contra o então presidente Juan Carlos Wasmosy. No ano seguinte, foi detido novamente e ficou 30 dias na cadeia, até ser libertado por ordem do presidente Raúl Cubas, seu aliado político. líder da União Nacional de Cidadãos Éticos (Unace), o general disputou as últimas eleições presidenciais do Paraguai em abril e terminou na terceira colocação, atrás do vencedor, Fernando Lugo, e da candidata do Partido Colorado, Blanca Ovelar.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/partido-de-oviedo-denuncia-atentado-da-mafia-7482293#ixzz2JvX3wjdZ
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domingo, 3 de fevereiro de 2013

A VINGANÇA DO CONGRESSO Por Carlos Chagas


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A VINGANÇA DO CONGRESSO

Por Carlos Chagas


                                                                  Há uma leitura especial para a   maioria do Senado ter votado  em Renan Calheiros, sexta-feira, bem como para a mais do que certa eleição de Henrique Eduardo Alves  a presidente  da Câmara, amanhã. Deputados e senadores estão se vingando. Dão  o troco, reagem à  imprensa, no caso a opinião publicada, assim como reagem à opinião pública.  Há décadas que o Legislativo ocupa o último lugar em  qualquer pesquisa destinada a avaliar o respeito da sociedade às suas instituições. A revanche, assim, veio na escolha dos candidatos que, justa ou injustamente, são os que mais exprimem os conceitos negativos da população diante  do Congresso.
                                                                  O raciocínio leva à conclusão de estar a guerra apenas começando. A cada denúncia contra os dois novos presidentes, mais eles serão prestigiados  pelos plenários. Fora as exceções de sempre. Serão dois anos de batalhas permanentes, com o país de um lado e o Congresso de outro.
                                                                  Não parece difícil concluir estar a ética em oposição à vingança.    Pior para as instituições e o desenvolvimento da democracia, registrando-se o descompasso entre as imagens do Executivo e do Judiciário, de um lado,  e o Legislativo, de outro.

É CAMPANHA MESMO

                                                                  Caracterizou o quê, a  viagem da presidente Dilma ao Pará, sexta-feira, para  entregar pouco mais de mil habitações populares?  Claro que mais um lance da prematura campanha presidencial. Assim continuarão as atividades da chefe do governo, numa singular equação onde só uma candidata se apresenta. Parece o samba de uma nota só. Nas oposições, prevalece o marasmo. Nem Aécio Neves dispõe-se a ganhar as ruas, nem Geraldo Alckmin libera o grupo paulista dos tucanos para se definirem. Eduardo Campos trabalha em silêncio, e Marina Silva dá a impressão de ser uma candidata à procura de um  partido.






NÃO ADIANTA ESTRILAR

                                                                  O ex-ministro José Dirceu insiste em bater firme no Supremo Tribunal Federal. Depois de pronunciar-se na ABI, no Rio, um dia depois estava em Belo Horizonte para insurgir-se contra o processo do mensalão, que o condenou a dez anos de prisão. Falou em vingança e em julgamento de exceção. Continuando como vai, estará apenas apressando a publicação do acórdão e o julgamento dos embargos dos advogados dos réus. Como vem declarando que mesmo da cadeia permanecerá estrilando, vale aguardar.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Os 18 do Senado se livraram da lata de lixo da História reservada ao bando vitorioso


2/02/2013
 às 4:21 \ Direto ao Ponto

Os 18 do Senado se livraram da lata de lixo da História reservada ao bando vitorioso

Tanto a Câmara quanto o Senado ofereceram ao país que presta, nesta sexta-feira, uma notícia boa e outra má. Depois de dois anos na presidência, o companheiro gaúcho Marco Maia voltou ao baixo clero e ao convívio com a multidão de nulidades condenadas à obscuridade. É a boa notícia. A má: o novo gerente do Feirão da Bandidagem é Henrique Alves, que tentou livrar-se do último escândalo em que se meteu com a demissão do bode Galeguinho. É bom saber que o senador José Sarney acabou de deixar o comando da Casa do Espanto. Ruim é saber que o sucessor é Renan Calheiros.
Como registra o comentário de 1 minuto para o site de VEJA, o Congresso mudou para que tudo fique igual: sairam dois casos de polícia, entraram dois prontuários de dimensões amazônicas. Todos estão lá por decisão de milhões de eleitores que votam como se estivessem escolhendo sócios do clube dos cafajestes. O bando que controla o Poder Legislativo faz o que quer por confiar na mansidão bovina do grande rebanho. Enquanto os brasileiros elegerem os sarneys, renans, maias ou alves, não haverá perigo de melhorar.
Políticos são todos iguais, recitam os omissos profissionais, os cansados de nascença ou os que simulam ceticismo para manter em segredo o voto em figuras abjetas. Não são iguais. Os 11 senadores que há dois anos se recusaram a engolir José Sarney são muito diferentes dos que se ajoelharam diante de Madre Superiora. Além de reiterar tal diferença, a eleição desta sexta-feira comprovou o crescimento da bancada dos acreditam que a atividade política não é incompatível com a honradez. Pedro Taques não é igual a Renan Calheiros. Os 18 senadores que apoiaram o senador do PDT de Mato Grosso  são diferentes dos que devolveram à presidência o alagoano apeado do cargo há cinco anos por ter feito sem a devida cautela o que continua fazendo com mais cuidado.
No discurso em que justificou a candidatura sem chances de vitória, Pedro Taques evocou a lição extraída por Darcy Ribeiro dos fracassos que acumulou. Ele tentou e não conseguiu, por exemplo, fazer uma universidade séria.  Nem por isso sucumbiu à amargura. E jamais capitulou. “Os fracassos são minhas vitórias”, ensinou Darcy Ribeiro e repetiu o candidato do Brasil decente. “Eu detestaria estar no lugar de quem venceu.” A resistência democrática tem de decorar a mensagem e entender que não tem o direito de render-se.
Dos 78 presentes, 56 senadores ignoraram o  recado do candidato do Brasil decente. Coisa de otário, conversa de noviço, devem ter achado. As imagens de Renan Calheiros confraternizando com seus eleitores gritam que o cangaceiro governista seus eleitores se merecem. Não importa quanto tempo demore, acabarão juntos para sempre na mesma lata de lixo da História. Desse destino escaparam os 18 do Senado.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

02/02/2013 | 02:19 Não podemos esquecer Santa Maria


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Tapa na cara

Por Marli Gonçalves

Corrupção, pouco caso, impunidade, leis não cumpridas, falta de ordem, de fiscalização, distribuição de propinas, cegueira generalizada, bandidos elegendo bandidos, fortes esmagando vozes, volta triunfante dos enxotados. Aqueles corpos estendidos no chão, queimados sem vela, envenenados em meio à alegria, e a simples menção da cena das centenas de celulares tocando em seus bolsos, procurados que eram naquela madrugada por quem pressentia que não mais os veria ou ouviria, não são coisa para se esquecer. E , assim como os sobreviventes e os feridos que ainda conseguirem escapar, lembrarão da terrível noite de Santa Maria para sempre, o resto de seus dias - inclusive porque certamente ainda sofrerão suas consequências - nós também não devíamos esquecer.

Mas esquecemos sempre, e sempre, como se nunca aprendêssemos nem com os nossos erros nem com os erros dos outros. Chega o Carnaval no país do próprio. Salões inseguros novamente estarão cheios de palhaços e colombinas com dedinhos para cima jogando álcool para dentro de si próprios, insanos, dormentes, banalizados e totalmente bananizados.

A serpentina, o confete, a música das bandas e trios elétricos, as piadas sem graça das musiquinhas axé-quentes-sensualizantes já transborda no país que esquece. Esquece de si. De seu papel, de suas possibilidades grandiosas de futuro. Tudo para viver um momento, um papel reles, pequenino, momentâneo, que acreditam histórico e infindável, com parceiros mal escolhidos, mal ajambrados. Com as névoas da propaganda maciça.

Não, não queremos luto eterno. Nem somos oposição por prazer. Queremos apenas que sirva para algo a alegria apagada daqueles cérebros que jamais veremos frutificar; assim como queremos, tinhosos que somos, que os feitos e a luta das milhares de pessoas perseguidas ou mortas lutando pela liberdade e democracia tenham valido.

Mas na mesma semana recebemos mais outros muitos tapas na cara. Murros. Descobrimos estupefatos que sempre pisamos todos em solos inseguros quando o pó da estrada baixa, após os cavaleiros passarem em garbo buscando culpados, tomando providências, batendo os cascos. Descobrimos, ainda, todos, que o idealismo morreu - vigoram agora os interesses, a divisão, a discórdia, as mentiras, e a desgraça de uma classe média que ainda ousa pensar, tentar reagir, se organizar, mas que dispõe de canetas apenas para abaixo-assinados ou para mostrar a boa marca em eventos sociais. Corajosa, mas apenas atrás da tela de um computador, de um pseudônimo; preguiçosa e egoísta demais para ir às ruas bater bumbo. 

Isso é para a gente deixar de ser bobo, inocente, acreditar em pasteis de vento, que comemos ainda lambendo o leite derramado. Se festejamos alguma vitória, percebemos logo como elas eram apenas miragens no deserto ético. Ainda por cima, todos os dias ouvimos quietos que tripudiem em cima do pouco que achávamos ter conquistado, e eles o fazem de forma bruta, deselegante, terrivelmente avassaladora inclusive em nossas relações sociais - se não pensa como eles inimigo é. Criam exércitos de zumbis, usam robôs eletrônicos, amealham a ignorância, semeiam a discórdia, implodem ou manipulam os fatos, e quanto mais velhos vão ficando mais distantes estarão do que chamo de atingir o bom senso, como diria Tim Maia em seu Universo Racional. São guerrilhas desinteligentes e obtusas.

Não consigo ver passar esse rio em nossas vidas sem me chatear. Não tenho mais preferência de margem para pescar - nem direita, nem esquerda. Até porque não há nada mais antigo e burro do que definir o mundo assim de forma tão maniqueísta. Prefiro apenas navegar com meu barquinho.

Já pensei diferente, não esqueço não - e a margem esquerda sempre foi a minha predileta, porque tudo o que eu queria e almejava para mim e para o meu país estava lá.

Agora não está mais, quase nada de bom está ali - até ao contrário, infelizmente. 

Do meu morrinho de observação vejo reunidas ali só umas pessoas muito chatas e transformadas, além de um monte de piranhas famintas pelo poder, dinheiro e alguma carne nova para triturar. 


São Paulo, 2013, o ano que começou com o ferro e o fogo


Marli Gonçalves é jornalista - - Anda difícil escrever, ser voz ou dar voz à razão. Agora, ainda por cima, andam querendo destruir e desacreditar a imprensa. Não conseguirão. A gente sempre vai usar o jornal para embrulhar o peixe, incluindo essas piranhas que ora ocupam a margem esquerda. Nossos cães ainda ladrarão muito e farão xixi em cima das fotos deles, sempre flagrados em suas falcatruas.

E-mail: marli@brickmann.com.br
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NOTICIA BONITA ....Chineses mantiveram filho vivo por anos se revezando para bombear ar com saco ressuscitador.


* Chineses mantiveram filho vivo por anos se revezando para bombear ar com saco ressuscitador.

Fonte: Extra
Depois de anos trabalhando 24 horas por dia para manter o filho vivo, um casal da província de Zhejiang, na China, finalmente vai receber ajuda de um hospital.

Fu Xuepeng tinha apenas 23 anos quando um acidente de moto o deixou paralisado do pescoço para baixo, em 2006. Durante os sete primeiros meses depois do acidente, os pais do chinês, Fu Minzu e Wang Lanqin, se revezaram em turnos para bombear ar para os pulmões do filho. Eles passavam 24 horas por dia pressionando um saco ressuscitador, de 18 a 20 vezes por minuto.

- Nunca pensamos em desistir, nem por um segundo. Nenhum pai desistiria de seu filho, por menor que fosse a chance de ele sobreviver – disse o pai, Fu Minzu, em entrevista ao site China Daily.

Um parente chegou a fazer um respirador a diesel para o rapaz. A máquina era barulhenta, mas funcionava. Só que o casal não tinha condições de mantê-la funcionando sempre, por causa do preço do combustível.

Sem dinheiro para comprar um aparelho profissional e muito menos para bancar o tratamento em um hospital, o casal conseguiu, em 2009, improvisar uma máquina com um pequeno motor. Mas não podiam manter o aparelho funcionando o dia inteiro porque não tinham dinheiro para pagar a alta conta de energia. Então só recorriam à máquina à noite.

A história do casal foi notícia em um jornal local e iniciou um debate sobre o sistema de saúde chinês. Depois disso, internautas começaram uma campanha para arrecadar dinheiro para os dois. Algumas doações já foram depositadas na cota do casal.

Uma empresa de equipamentos hospitalares doou uma máquina de respiração artificial para Fu Xuepeng e um médico do hospital local foi até a casa da família, examiná-lo. De acordo com a imprensa local, o rapaz vai passar a receber cuidados no hospital.

- Eu não sei se terei a oportunidade de compensar meus pais por isso – disse Fu Xuepeng





Bispos prestigiam lançamento da nova Rede TV Século 21


Bispos prestigiam lançamento da nova Rede Século 21


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RS21lancamento
Na noite da última quarta-feira, 30 de janeiro, a Fundação Século 21, de Campinas (SP) apresentou ao público três novidades: o início da transmissão em alta definição (HDTV) para a região, o lançamento da Rede Século 21 e o novo portal de internet RS21. A solenidade contou com a presença do arcebispo de São Paulo, cardeal Odilo Pedro Scherer, e do arcebispo de Campinas, dom Airton José dos Santos.

O jornalista Junior Guarda explicou na abertura do o novo projeto da rede. “Mais do que uma simples mudança de nome será uma mudança de conceito, pois a Fundação Século 21, detentora desta rede de comunicação, irá fornecer o Portal RS21, uma nova plataforma de multitecnologias que prestará serviços na realização de sua missão: a educação e evangelização do povo brasileiro através de mecanismos de comunicação”.

O idealizador da Fundação Século 21, padre Eduardo Dougherty, falou que o projeto tem boa expectativa de crescimento. “Rede é maior união entre os vários meios de comunicação. Eu espero que nossos programas tenham grande valor, valor duradouro para fazer o bem para muitas pessoas”, aponta Padre Eduardo.

O descerramento da placa de inauguração foi realizado por dom Airton. Para ele, “com este trabalho a Rede Século 21 está dando outra ‘cor’ para a região metropolitana de Campinas. Com o sinal digital e toda tecnologia a serviço da evangelização, nós poderemos ir muito mais longe”.

O evento também foi prestigiado por autoridades políticas da região, e transmitido ao vivo para todo o país. No encerramento, o cardeal Odilo Scherer destacou a missão evangelizadora da TV: “faço votos que a Rede Século 21 chegue cada vez mais aos lares do Brasil e, assim, possa ajudar nessa missão da Igreja. Parabéns ao Padre Eduardo e a toda equipe que trabalhou para a realização deste projeto”.

Eduardo no Frente a Frente: "Não é hora de montar palanque"

Eduardo no Frente a Frente: "Não é hora de montar palanque"
'Não é hora de montar palanque eleitoral', desabafa o governador Eduardo Campos em entrevista ao programa Frente a Frente, ancorado por este blogueiro. Ontem, duramte 40 minutos, o governador falou não apenas sobre sucessão presidencial, onde seu nome vem sendo apontado como alternativa da oposição, mas de outros temas, como obras paradas, estradas e investimentos. Veja abaixo os principais trechos:


Presidência da República
Minha tarefa é governar Pernambuco. É cuidar das coisas que interessam ao povo de Pernambuco. Gerar emprego, cuidar da segurança pública, enfrentar esta estiagem dura que estamos atravessando, cuidar da agricultura familiar, das obras de recursos hídricos.
O debate sucessório, a meu ver, está ocorrendo de maneira extremamente afobada. Não era nem de se imaginar que no ano que precede a eleição nós estaríamos discutindo esse processo. Acho que temos que ganhar 2013 com trabalho, inclusive falei isso para presidente Dilma.
Essa é a hora de unir os brasileiros, não é hora de montar palanque eleitoral para ficar cuidando de eleição. Vamos deixar pra cuidar de eleição em 2014, porque aí sim a gente vai saber como preservar as conquistas que o Brasil adquiriu ao longo desses anos e como melhorar questões como economia, o Pacto Federativo e outros tantos assuntos interessantes que devem ser foco de debates ao longo do processo eleitoral. Mas este ano não é ano de tratar de eleição.
PSB não apoia Renan Calheiros

Sabemos que há um entendimento entre PT e PMDB, mas esse consenso não foi feito com a nossa participação [do PSB]. O que nós entendemos é que, primeiro, essa é uma eleição dentro do Congresso, quem vota são os congressistas, deputados e senadores, então a nossa bancada, tanto na Câmara quanto no Senado, entendeu que deveríamos tomar um caminho distinto da ala majoritária do PMDB.
Os quatro senadores do PSB se reuniram e entenderam que é hora de uma renovação no Senado, que é hora daquela Casa se aproximar da sociedade e que é melhor votar numa candidatura que represente essa vontade de renovação, e a candidatura de Renan Calheiros não representa essa renovação na política que o PSB entende como fundamental para esse instante da política brasileira.

Lendo a carta que os senadores do PSB escreveram e enviaram à imprensa, nota-se que eles reconhecem que o Brasil passa por uma fase de mudanças, mas que do ponto de vista institucional, após aprovar leis como a da ficha limpa e do acesso a informação, diante dessa necessidade de aproximar mais e mais a representação popular da sociedade.
Decidiram que é hora de o Senado ser representado por um nome que simbolize isso, e no entender dos senadores do nosso partido, não é a candidatura de Renan que mais se aproxima disso (a ética). O PSB irá decidir hoje se segue apoiando a candidatura do senador Pedro Taques (PDT) ou do senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP).
Eleição na Câmara dos Deputados
O PSB está ajudando a candidatura de Júlio Delgado (PSB-MG) no Brasil inteiro. Quando eu disse que se estivesse na Câmara votaria nele, já disse tudo. Ele é o nosso candidato. Existem deputados da nossa base aliada que estão optando por votar no candidato Henrique Alves e logicamente isso será respeitado. Mas o nome a ser apoiado pelo PSB é o de Júlio Delgado. Isso é muito claro e até o próprio Henrique sabe disso.
Presídio Itaquitinga

A obra será retomada em março. A previsão é de que até o final de agosto ela seja entregue e aí a gente possa retirar os presos de Itamaracá e resgatar o potencial turístico daquela belíssima área.

O Litoral Norte do Estado passa por uma intensa fase de mudança econômica, com destaque para a presença da fábrica da Fiat em Goiana, e por isso é fundamental explorar todo o potencial turístico de Itamaracá. Então, é por isso que os presídios estão sendo retirados daquela ilha.
Dilma com prefeitos

É sabido que diversos municípios pernambucanos estão sendo diretamente afetados com os cortes nos repasses do FPM (Fundo de Participação dos Municípios) e do FPE (Fundo de Participação dos Estados). Há um acúmulo de dificuldades que estão sendo enfrentadas pelos prefeitos eleitos e reeleitos, que estão tendo que lidar, em sua maioria, com o desgaste nas finanças municipais causado por seus antecessores. Então, há de fato - e é natural que haja - a expectativa de se criar um convênio com a União.
Conversei sobre isso com a presidente Dilma durante o encontro que tive com ela, há 15 dias, e ela me confessou sobre sua disposição em ajudar esses novos gestores. Contudo, diante das dívidas que alguns municípios possuem com a Federação, muitos desses prefeitos voltaram para as suas cidades sem saber, de fato, a ajuda que terão para enfrentar o cenário por eles encontrado.
Adutora do Pajeú
Até que você consiga entregar uma obra são necessários pequenos ajustes ao longo de toda a sua extensão. Então, é normal que durante esse processo de ‘regular’, de ajustar a pressão da água que passa pelos tubos da obra, os técnicos encontrem uma solda que não ficou de maneira adequada e, portanto, a água venha a escapar.
Estou mantendo uma série de contatos com o Governo Federal e, ao que tudo indica, a presidente Dilma deverá vir ao Estado no próximo dia 18, para inaugurar a segunda etapa da adutora, que vai levar o projeto a todo Sertão do Pajeú. Queremos ver até 2014 essa adutora levando água para todo o Pajeú, como iremos ver, nos próximos dias, em Serra Talhada.
Obras da BR-104 paralisadas
A BR-104, que liga Caruaru ao polo de confecções, é uma obra federal concedida ao Estado. Nós não aceitamos alguns serviços prestados pela empresa e exigimos que a contratada refizesse alguns trechos. Mas a obra já foi retomada e agora estamos só aguardando o aval do DNIT para dar início ao processo licitatório da segunda etapa.
Estrada Afogados /Sertânia

Existe sim um projeto para melhorar aquele trecho, que, em especial, precisará ser reconstruído. Ali, não adianta passar uma camada de asfalto porque com os buracos existentes, se você jogar asfalto em cima é, de certa forma, jogar dinheiro fora. Nós já começamos a analisar projetos e à medida que os projetos ficarem prontos iremos contratar as empresas. Mas a expectativa é de que as obras sejam iniciadas nos próximos 60 dias.
Gestão no Recife
Estive com Geraldo Júlio nesses primeiros 30 dias de gestão, circulando com ele pela cidade e percebi a felicidade dos recifenses com a agilidade proporcionada pela equipe do seu novo prefeito. Geraldo sabe lidar com a máquina pública. É servidor concursado há mais de 20 anos, trabalhou com a gente, sabe como buscar recursos, economizar, enfim, formou um bom time.

A cidade tem visto o prefeito nas ruas às 7h da manhã, meia noite, enfim, buscando soluções para atender as demandas da população. É muito bom a gente ter a oportunidade de servir, de fazer. A maior de todas as escolas, como eu sempre digo, não é construir barragens, teatro; tudo isso só tem sentido quando a gente muda à vida das pessoas. É o trabalho duro que fornece frutos.
É aproveitar esse nosso tempo, que é curto, para usar toda a potência da máquina, do seu motor, e torcer para que os próximos sigam à altura o trabalho que estamos produzindo. Existe um time de políticos que depositou muita fé nos projetos de Geraldo e agora é a oportunidade dele de retribuir essa confiança. Ele tem saúde, tem idade pra isso, então tem que trabalhar mesmo.
 Escrito por Magno Martins, às 07h42